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quinta-feira, 6 de novembro de 2008

6 de novembro

Me senti um pouco vazia...
O trabalho ficou fácil demais.
E agora?

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

27 de Outubro

Estou com uma preguiça louca. Não preguiça de trabalhar não. Acho que é mais preguiça de não trabalhar. Ou de viver... mas não em um sentido trágico, é uma preguiça feliz.

A campanha acabou. MAriana descansa dormindo mais e mais. E eu não vivo mais um feituço de áquila com ela.

Seu sono me dá essa preguiça. Vontade de que o tempo não passe.
De que chova. De que não anoiteça.

Fim de semana bom e ruim.
Bom porque andei de bicicleta, fui à praia, vi os amigos, tomei cerveja, vi um show ótimo do Gogol Bortello e votei.
Ruim porque eu tinha verdadeiras esperanças no Gabeira.
Perdemos por tão pouco... ai ai ai.

E hoje o dia está com cara de ressaca.
De dia depois que nosso time perde o campeonato.
De que tudo vai continuar o mesmo.

Sei lá.
Espero que esse tal de Eduardo Paes seja vaidoso o suficiente para fazer metade do que disse.
Ontem, andando pela cidade cheia e colorida de verde, eu vi umas pessoas jogando lixo na Rua e me deu aquela raiva que sempre tenho de sua falta de educação.
Comecei a refletir no motivo da minha raiva e pensei comigo: tenho raiva porque eu vejo a cidade como uma extensão da minha casa. Essa rua me pertence. O Aterro do Flamengo me pertence. A praia de Ipanema, as ruas do centro, tudo isso é meu. E quem é esse filho da puta para ficar sojando as minhas coisas?

Será que eu sou parte de uma minoria que se vê proprietária da cidade, ou será que as pessoas se acostumaram a viver na sujeira e, também elas, se comportam na rua como se estivessem em sua própria casa?

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Ontem, em uma roda de amigos que eram todos meus amigos, mas não amigos entre si (aliás coisa que adoro: juntar gente diferente) eu e Renata começamos a falar de uma amiga comum que, um dia, depois de ser uma de nossas melhores amigas por muitos anos, nos virou as costas e deu de ombros para a gente. Renata me contava que não tinha mais contato com Maria. Eu contei para ela o que ouvi da mesma numa mesa de bar: que nossas vidas não tinham mais nada a ver. Que agora os amigos de verdade dela eram os amigos do mestrado e que não tinha mais nada para falar comigo. Renata ficou espantada de ela ter me dito isso. Mas foi tratada da mesma maneira que eu.
Pelo menos nós duas descobrimos que não foi algo pessoal contra uma ou outra e que nenhuma de nós está maluca. Bom saber que a maluquice é dos outros. Sempre bom.

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

17 de outubro

me lembrei que tenho um blog-diário.

Daí entrei por aqui, para me revisitar.
Que coisa, que coisa. Que abandono.
Minha desculpa para mim mesma e para um eventual leitor que se dignar a ler este blog é: dois trabalhos mata qualquer pessoa.
Bom, praticamente terminei um, mas havia perdido a manha, o arfã, a vontade, sei lá, de escrever todo dia.

Não, quero escrever sim. Que escrever é treino. Se a gente pára a gente esquece, atrofia, os dedos não sabem mais digitar, o endereço do blog some da memória...

Entao.

Pois é.

Como vão vocês todos?

Eu estou um pouco cansada, para variar. São 4:22 am e estou na mixer ainda. Fazendo uns quicktimes, esperando a máquina trabalhar por ela mesma.

Enquanto espero, entro aqui.

Para contar, sonhos (e mais sonhos e mais sonhos).

Tive um sonho terrível com minha avó.
Ela não havia morrido. Ao invéz disso, estava num estado entre vegetativo e ausente do mundo, não sei explicar. Ficava sentada numa cadeira de balanço que não balançava, olhando para frente. Estava em um lugar como um asilo ou hospital. Tinham-na colocado de frente para a TV. Uma moça, parecendo bem boazinha, se ofereceu para maquia-la e eu deixei, pensando que minha avó gostaria de estar sempre bonita. Ela se aproximou da vó com coisas que não vi o que eram na mão. Depois de um pouco fui ver o trabalho e ela tinha feito uma cara "coringa", em minha avo, rasgandolhe a face com uma navalha e, dessa forma, esculpindo um sorrizo monstruoso.

Não sei o que acontece, no Rio de Janeiro tenho sempre muitos sonhos e ando tendo sonhos muito pesados.

Durante o Final de semana foi diferente.
Saí do Rio e, por duas noites seguidas, não sonhei.

A coisa foi meio assim: me auto-convidei para passar o final de semana na casa de minha amiga Neila, que mora em Lumiar em uma casa que fica meio que na estrada, ou subindo uma ladeira no meio da estrada, longe de tudo, com um belo jardim de muitas árvores anarquicamente plantadas, flores, orquídeas e uma mata que ela teima de querer fazer voltar.

Me auto-convidei. Isso mesmo.
Liguei para ela e disse: posso ir aí passar um final de semana?
E ela adorou.
Me recebeu com todos os mimos que eu poderia querer:
Comida boa, minha sobremesa favorita do mundo (ambrosia), caminha gostosa, muito papo, pinga e... muito mais papo. E só.
Não havia nada para fazer nem eu quis inventar.
Demos uma volta pelo jardim, subimos a ladeira até a casa do visinho. Colhemos amoras. Tentamos ver umas estrelas, acompanhamos o trabalho de uma aranha... e só.

E não tive sonhos.