domingo, 28 de dezembro de 2008
sábado, 20 de dezembro de 2008
quarta-feira, 17 de dezembro de 2008
16 de dezembro
Sonhei que tinha um filho de sete anos que adorava correr pelado pelo jardim e comia folhas que pegava do chão. Ele era loiro com cachos enormes e desgrenhados.

De manhã fui encontrar minha querida Clá e sua filhinha. Me controlo para não tentar encontrar demasiadamente, pois sei que ela não tem como. Mas bem que eu queria. Comemos um árabe que encomendamos na rotisseria do Lgo do Machado.
Quando vou embora, grata surpresa: encontro Di, um amigo da dadolescência,no ponto de ônibus.
Di eu cnheci na praia. Eu devia ter uns 15 ou 16 anos, fui à praia sozinha e fiquei lendo. Perto de mim havia um grupo de pessoas com cara de serem bacanas e, de alguma forma, eu devo ter puxado papo. Depois disso ficamos amigos e por uns 2 anos frequentei aquele grupo. Eles tinham, em média, uns 10 a 15 anos a mais do que eu. Mas sempre me aproximei de gente mais velha e foi normal. Por algum motivo, eu e di nos mal-entendemos (acho que foi um mal entendido tão mal entendido que nem tivemos como discutir, pq não havia base para isso) e nos afastamos. mas sempre que nos esbarramos fico alegre. E hoje batemos um papo longo, no ponto de ônibus, enquanto eu esperava o famigerado 570. E trocamos telefones. Quem sabe voltemos qa nos falar com frequencia? seria bom.
Chegando no trabalho, nada para fazer. Vou-me embora cedo. Ver novela. Brincar na tablet.
A coisa que mais incomoda é a chuva que não pára.
Seriam prévias para o Canadá?
segunda-feira, 15 de dezembro de 2008
15 de dezembro
O dia começou com uma terrível invasão de cupins preto na casa.
Por algum motivo, me sinto desanimada hoje. Inútil. Desagradável.
Posto que decidi me tornar uma verdadeira poeta, e nisso reside irresistível desejo de publicar um primeiro livro, estou na internet buscando formas de fazê-lo. Tudo parece tão difícil, inútil, brega, chato, caro, ruim. Não vou desistir porém. Estou começando a aceitar que terei de pagar. Que terei de esperar. Que será duro o caminho. Sinto que, nesse exato momento, tem uma poesia nascendo em mim, mas não consigo escutar. Acho os poetas, em sua grande maioria, uns chatos pedantes. Serei eu a chata pedante? Ou a preconceituosa? Ou a deslocada?
Sei lá. To meio perdida hoje.
sexta-feira, 12 de dezembro de 2008
12 de dezembro
Hoje eu estou sem saco para a vida. Vim trabalhar cedo, o que significa que já estou cansada.
Espero uma locução há duas horas e meia. Só isso. Mal tive tempo de comer antes de vir.
Só esperando a merda da locução.
De bom: Mariana me deu um tablet de presente. Mal posso esperar para testá-lo.
Mas, ao mesmo tempo, to tão cansada que só queria deitar em frente à tv, depois de tomar um belo banho, e ficar lá um tempão.
è isso.
quarta-feira, 3 de dezembro de 2008
3 de dezembro
Essa noite passei a noite inteira tentando matar um cara. Ele era perigoso e precisava ser capturado ou morto. Quando eu achei que o havia prendido ele escapava, nadando por um rio. Eu ia atrás e o matava afogado. Fim.
segunda-feira, 24 de novembro de 2008
24 de novembro
Recebi uma resposta poética aos Pés de Josiane.
Aturei os ciumes de uma certa moça que diz que o poema é só dela.
sábado, 22 de novembro de 2008
sexta-feira, 21 de novembro de 2008
quinta-feira, 20 de novembro de 2008
20 de novembro
Crise rolando. Entendo: é a tal da crise dos 30.
Achei que não a teria. Está rolando.
Mas não, não quero largar tudo e ir viver na Bahia e vender côco na praia.
Me questiono sobre a sociedade a qual pertenço, o tempo ao qual eu pertenço e meu papel nessa sociedade.
Não quero "seguir vivendo" simplesmente.
Me questiono sobre o vazio que vejo nas pessoas ao meu redor.
Acho que as pessoas não são ocas, mas estão ocas, o que ainda é pior.
Me questiono sobre a burguesia e seus valores.
Sobre a modernindade, morta, extinta, ultrapassada.
Sobre a caretice de uma liberdade dentro dos padrões, sobre a guerra e sobre a paz inerte. A guerra me parece inerte também. Sobre a falta de espaço para o outro, para a tranquilidade, para o pensamento e a criatividade real e espontaânea. Sobre a sociedade de consumo, sobre a evolução da humanidade, sobre os zumbis que tanto me apavoram.
Ligo insistentemente para a Dona Neila enquanto jogo paciência no computador de casa e choro. Choro de uma impotência que têm me pertencido a anos e anos. Lembro de Clarisse, lá na África, lutando para fazer uma diferença não só na vida das outras pessoas, do mundo, mas dela mesma. A admiro e admiro sua força. A quero para mim. Penso como, como, como, como... e como chocolates.
Dona Neila atende e eu saio em disparada para sua casa.
Ela há de entender.
Falo e choro, falo e choro e abraço e ela entende. Ela também vê o mundo e também não sabe o que fazer, direito. Se questiona. Ela tem 60 anos. Ela sabe o que é ser moderna. Ela é moderna. Ela é suficientemente maluca para ser sã. Ela também está em evolução na sua relação com a sociedade e com as pessoas que a cercam e ela me condena:
"Tomara que você afunde nessa crise, que a viva intensamente, que a sofra com todas as forças. E que volte transformada. Porque se você não voltar transformada isso vai ser tão decepcionante que eu vou ter que te dar um tapa na cara".
Rimos e eu a levo muito a sério.
Acho importante essa crise. É excencial.
Discutimos a falta de discussão política e artística na sociedade.
Discutimos a mesmisse da esquerda.
A falta de objetivo.
E eu me sinto consolada por poder conversar com alguém sobre alguma coisa.
(e não estar numa mesa de bar, e beber água)
Geraldo Azevwedo dá uma passada por lá. Eu o acho muito esquisito. Comento com Dona Neila e ela ri e concorda. É seu grande amigo.
Venho para casa esgotada e entro na cama com a mari, que descansa.
Durmo profundamente.
Meu coração está esgotado.
19 de novembro
Mari me liga dizendo que vai. Está no bar com as amigas, jantando. Esperando o taxi, bato papo com um cara muito gentil e carinhoso que me diz a frase bombástica: "Bandido bom é bandido morto". Não é só uma frase, é um poder e um ato, ou a possibilidade do ato a qualquer instante.
Entro em crise com o mundo.
Encontro a Mari. As amigas dela bebem e falam de trabalho. Passamos na Conspira e na Link onde o papo é sempre o mesmo. Entramos na boate. Só tinha a gente. Aproveitam o tempo para ficar no bar falando de festa, bebedeira, perdeção de linha e trabalho.
Eu fico num canto, quieta. Espero o início do show bebendo uma caipirinha ruim de abacaxi. Talvez me alegre, talvez não.
O Show começa e vejo o show quieta. Parada. Tenho vontade de dançar, mas acho o clima pesado. Todas as meninas estão vestidas de anos 60 e têm tatuagens de flores. Todos os meninos usam barba. Quem não está de anos 60 está de preto. Ninguém tem coragem de dançar, apesar da música boa. O show acaba, começa o DJ, todos dançam igual.
Eu saio correndo com a MAri e não consigo dormir.
18 de novembro
17 de novembro
Sonho novamente com os malditos zumbis.
Se eu soubesse do que se tratava o filme, não teria ido.
Não aguento mais os zumbis.
Por que eles me incomodam tanto?
Levo para o trabalho os restos da festa.
Todos me comprimentam.
felicidades.
Estou feliz de estar no trabalho.
Ele me dá uma certa consistência.
16 de novembro
Me identifico com cada um dos personagens.

Depois vamos encontrar umas amigas dela.
Várias, bebendo e falando de tabalho. E bebendo e falando de beber mais.
Não me aguento e vou ao cinema de novo. Sozinha. Ver um filme espanhol.

Puta que pariu!
Era filme de Zumbi.
Volto para a mesa morrendo de medo. Dirijo o fusca com movimentos bruscos.
Chegando lá, a situação havia mudado.
Estavam todos mais bêbados, havia mais gente, e a conversa era mais alta.
NA verdade, era só isso.
Quero ir embora.
Não há nada ali para mim.


















